é um tempo fechado
o insurgente rebelde revoltado revoltoso insubmisso insurrecto sublevado amotinado (pouco muito pouco)

e u m t e m p o f e c h a d o [arroba] insurgente[ponto]net

O tempo passou. Algum tempo passou. Nada encontro em mim para revelar esse tempo que passou. É um tempo fechado. Os tempos fechados precisam de dias claros. Os dias futuros e claros serão sem ti. Injustamente sem ti. E isso dói. Tu não seres, tu não estares aqui. Fecharam o teu tempo e isso não devia ter acontecido. Penso em dias futuros e claros, e todas as tuas coisas ficam líquidas, e embaciadas as fotografias de uma dor aberta que não sei viver.
Segunda-Feira, 4 Agosto 2008
 
Um homem tem delírios azuis
enfeitados com asas. Asas são
mulheressombra sem espaço. Um comboio
atravessa uma voz.
O frio vai chegar. E vai tocar-te os dedos,
os lábios, enfeitados de um tempo azul.
Depois esqueço-te um dia.
Domingo, 3 Agosto 2008
 
E a Ana que nunca mais volta.
#jmmtc# [15:17]     -->...
volta tudo à estaca zero
Como é que alguém tem um livro preferido destes? Mas há coisas assim. Eu não li nenhum. Mas também não me apetece. Eu acabo de matar uma mosca e agora deu-me fome, uma fraqueza, vou comer bolachas com manteiga. Devo estar diabético. Mas antes vim escrever isto e mudar outra vez a forma do blog. Volta tudo à forma inicial. Devo estar triste. Devia ir arrumar umas roupas. Devia ir arrumar de vez as tuas roupas. Mas porque diabo estou a escrever para ti? Devo estar eu próprio. Sim deve ser isso, tudo normal então.
#jmmtc# [12:58]     -->...
Terça-Feira, 29 Julho 2008
 
O roxo é um colar de oliveiras
e umas pernas que nunca mais acabam
e gosta de chá verde (quero pensar)
que traz guardado num saco
Domingo, 20 Julho 2008
foi voçê que pediu casa nova?
caçadeira
faço-me à estrada
Sobre isto que o Abrupto escreve, a pergunta que se deve fazer: quando é que os autarcas do oeste não exigem a completa renovação/reformulação da linha do oeste (pdf 5.5Mb) para que esta se torne um eixo de transporte urbano e de mercadorias com ligações rápidas a Lisboa, ao norte e até à linha do norte?

Pelo horário acima pode-se ver que alguém que resida em Malveira/Venda do Pinheiro ou Mafra e trabalhe em Lisboa - e pelo trânsito habitual na auto-estrada A8 não são tão poucas pessoas como isso, para chegar a Lisboa a horas de iniciar o trabalho (9h) apenas tem 2 hipótese para chegar ao limite da cidade (sete-rios): ou chega às 7:56 ou à 8:50; mais, na 2ª hipótese o comboio nem sequer pára em Mafra gare (capital de concelho); mais, para quem não conhece diga-se que a estação de Mafra fica fora de Mafra; diga-se ainda que tais horários colidem completamente com os horários sociais e escolares - como é que alguém residindo em Mafra com filhos na escola, mesmo querendo, pode usar esta via para se deslocar para Lisboa se o único comboio diário que existe é às 6:51 da manhã, e mesmo assim é obrigado a mudar de comboio para outra linha; um trajecto que duraria muito menos de 1/2 hora se feito num comboio rápido, moderno e electrificado até ao centro da cidade, dura quase 1 hora, obriga a mudanças de comboio e é impossibilitado por ser irrealista socialmente: a que horas tem de acordar alguém nesta condições? e onde deixa os filhos, se a escola só abre às 9 da manhã - com sorte, às 8 se existir um ATL de suporte.
Para não falar nos horários ao fim do dia onde as condições, restrições e impossibilidades são exactamente as mesmas ou piores!.

Mais uma vez vamos pelo caminho errado, a desbaratar dinheiros públicos, e a tomar as opções incorrectas!
Por isto a única atitude a ter quando vejo e ouço todos esses políticos da treta, comentadores e jornaleiros pseudo-especialistas, capitalistas engravatados muito responsáveis e inovadores, dirigentes de movimentos acreditar-inovar-portugal-ou-sei-lá-que-merda-de-nome-têm, a atirarem para o ar para ver se pega as 65h de trabalho semanais, é rir.

Rio-me, e todos os dias, como milhares de portugueses, pego no meu automóvel e faço-me à estrada.

#jmmtc# [12:14]     -->...
Sábado, 19 Julho 2008
poema da sonata sedução
I

Os sapatos vermelhos que hoje trazes mantêm-me lúcido
como a tua beleza no brilho da manhã.
Há qualquer coisa que fere a consciência
da tua blusa azul turqueza.
Os teus sapatos observam-me,
a tua beleza emociona-me.

Os brincos de sabão não atrapalham em nada
a sombra do teu chapéu,
e o folhado dos teus cabelos respira perfeitamente
sobre a pele branca e a tua blusa cor-de-rosa.

A tua beleza ultrapassa a corrosão do alumínio
do meu cérebro   e corrói o interior da solidão
mais do que o bicho da fruta.

II

O problema da tua blusa preta
é ser demasiado resistente à avaria
do ar condicionado.
O problema da minha lucidez
é não ter o horizonte de 15 km de costa
para sentir a curvatura do meu cérebro.
O problema da tua blusa preta
é que a destreza e o sucesso da tua fuga aos meus olhos
não invalida em nada o seu poder de fogo.

Há qualquer coisa que não bate certo.
O comboio fecha as portas no automático
do teu sorriso.
O suave torpor do teu corpo
como um animal ferido
convalesce na rotina das minhas mãos.
Olho-te o mosto açucarado dos teus olhos,
que não bate certo com a fermentação prolongada dos dias.

O caminho de ferro do teu desejo
descarrila-me os sentidos,
apanho o rápido do meu cérebro
com destino improvável.
chego com 10 minutos de atraso
para te ver chegar.

III

O horizonte é muito longe
para o vermos tão nítido.

Demorei o passar por ti os olhos
sobre o ombro da madeira,
onde o som te repousa os lábios
entreabertos,
e o silêncio te espera.

2004-2008
Quinta-Feira, 17 Julho 2008
 
O vermelho é um vestido preto
e uma mulher de saltos altos cheia de si
aproxima-se
um homem tem os dedos presos no asfalto
dá a volta à cabeça e tem lírios brancos
suspensos nos olhos
uma mulher retira-se como nunca a chuva veio tarde
há o fim da tarde
e o sol não tarda aí para morrer
Domingo, 13 Julho 2008
 
Um homem conta os dias até vir a chuva
um homem conta km e o lugar não chega
e um sorriso o espera

(A cameleira deu flor este inverno em teu redor)

Um homem tem os dias contados

(A cameleira esperou por ti
e em desespero deu flor
breve deu flor)

Um sorriso espera num homem km de inverno e chuva
Um lugar deu flor num homem  que espera  (uma camélia
em teu redor)

Repito um homem tem os dias contados
e é como chuva que reparte o tempo  molha aqui
molha ali  uma mulher
atravessa uma noite e vê-se o brilho o tempo
à sua espera

Uma mulher tem sombras nos olhos
e estrelas nas unhas dos pés e corações
no pescoço
e um corpo dourado
e um perfume faz um zumbido nos seus olhos

E você, já encontrou a sua mulher interior?

Catalina Sandino Moreno

devia haver assim joelhos pensativos para sempre
imagem obtida em edeuscriouamulher.blogs.sapo.pt
#jmmtc# [18:45]     -->...
poeira que resta


Nelly Furtado - All good things
porreiro pá!
#jmmtc# [17:33]     -->...
offside (2ªparte) (em inglês dá + pica)
E pronto, o esquema está a ser montado...

Se o Não na Irlanda ganhar a mensagem a ser passada na comunicação será esta: "1 país não pode parar a Europa". Vai ser assim, como uma ladainha repetida até à exaustão aos ouvidos dos Europeus, até tomar forma de lei. Ao arrepio da própria regra da necessiadade da unanimidade, inerente ao próprio tratado.

Mas as regras mudam, ou Não? pelo menos têm de mudar to bring the irish people offside.

2 rainhas, 1 Nossa Senhora, algumas mães e um pirilampo...
Este foi a agenda do mês de Maio da Dra. como se pode ver aqui. Maio foi um mês trabalhoso, comparando com Fevereiro que passou por um recital e uma aulinha para desanuviar.
Bem, na verdade, ninguém tem nada com isso. Ou será que tem? Afinal é no site da Presidência pago pelos contribuintes. Sim na realidade quero lá saber quem paga! Mas julgo que na República não há estatuto oficial para 1ªs damas.

Acho é que tem de ser mais raçuda a Dra., mais trabalhadora, mais vigorosa, afinal o país está em crise, é preciso mais energia!

(Estou a ser demasiado raçudo para com a família Cavaco. Tá nos genes!)

#jmmtc# [11:47]     -->...
fora-de-jogo
Por argumentos destes: coitadinho o povo não compreende é pobrezinho de espírito é que...

Espero que ganhe o Não.

Porquê? porque precisamente e excluíndo tudo o resto, quando não se sabe ou não se compreende o que o Sim quer dizer, é lógico dizer Não.

Que importa que camufladamente 18 já tenham dito Sim! Os burocratas deviam ter tido tomates (sim a politíca ainda é sobretudo masculina ó D.Ana!) para explicar o que queriam e ir a votos. Que importa que possam ser 2 milhões a dar meia volta no caminho traçado a régua e esquadro! Os irlandeses dirão Sim ou Não por muitas razões, todas elas contam. Em democracia é assim ou Não?

Tou-me nas tintas.

Isto não é futebol e aqui não se aplicam as suas regras. E as regras mudam e as interpretações também, ou Não?

#jmmtc# [11:18]     -->...
Terça-Feira, 10 Junho 2008
raçador
raçador:adjetivo e substantivo masculino
diz-se do ou reprodutor capaz de melhorar o rebanho pela alta qualidade de seus ascendentes
(dic.Houaiss)

SalazarCavaco
Sábado, 3 Maio 2008
 
Hoje a tua flor deu rosas
Hoje a tua árvore tem mais um ano
Hoje não estás aqui
mas a tua roseira tem uma rosa para mim
1 de Maio 2008
Segunda-Feira, 21 Abril 2008
E você, já encontrou a sua mulher interior?

Claudia Cardinale

devia haver assim sorrisos para sempre
imagem obtida em edeuscriouamulher.blogs.sapo.pt
#jmmtc# [22:50]     -->...
não gosto de filhos da puta... mas há piores
Enervam-me as pessoas que praticam a filha-da-putice e a lambe-botice. Enerva-me mais a segunda do que primeira. Na primeira própria dos filhos/filhas-da-puta existe uma inteligência e um calculismo associados, que revelam personalidade, má, mas ainda assim personalidade. O filho ou filha-da-puta têm na maior parte das vezes um objectivo, tramar o outro. Pelo contrário, os balofos lambe-botas, praticantes da lambe-botice apenas têm em mente um objectivo mesquinho de salvar o coirão. São capazes das maiores indecências verbais e de atitude, reduzindo-se ao estatuto de vermes. Como tal são insignificantes. Não fazem sombra. E mais tarde ou mais cedo são pisados ou comidos.
Sábado, 19 Abril 2008
Pessoa
#jmmtc# [11:12]     -->...
Segunda-Feira, 10 Março 2008
Apontamentos numa piscina e outros em outros sítios (em fascículos)
III
Um homem que lia a necrologia no jornal diário ficou assim a saber da morte do seu melhor amigo e uma coisa sem pés nem cabeça aconteceu. Tão sem pés nem cabeça que ninguém sabe realmente explicar a coisa, nem mesmo o homem que lia a necrologia no jornal. Nem mesmo eu sei explicar. A mulher de veludo azul ouviu os seus brincos verdes de esmeralda e levantou-se quando o comboio parou. Saíu sem olhar para trás quando as portas se abriram. A mini-saia da instrutora de natação tem tudo a ver com o seu corte de cabelo. Há coisas que acontecem tão perto umas das outras e que mesmo assim nada têm de comum e por isso não são necessárias muitas explicações.
V
Um homem velho passeia-se pela cidade de automóvel e espanta-se com a rapidez das coisas que encontra. Um homem velho de chapéu na cabeça passeia-se de automóvel pela cidade e pergunta sobre cada edifício e para que serve aquela rua ali. Antes aquela rua ali não existia ali. Um homem demasiado velho usa chapéu quando sai pela cidade e passa por viadutos e túneis. Um homem tem prai noventa e poucos anos quase. Um homem guarda o nosso nome quando se despede de nós e nos aperta a mão. Um homem atravessa o tempo impecavelmente e caminha direito de chapéu na cabeça e pergunta a si mesmo para que serve o que olha.
Quarta-Feira, 27 Fevereiro 2008
Apontamentos numa piscina e outros em outros sítios (em fascículos)
I
Uma mulher interessante, aluna do instrutor de natação, chega para ter a sua aula e beija duas vezes as faces do instrutor de natação. O instrutor de natação recebe os beijos da aluna e dá-lhe uma palmada nas costas de modo muito gentil e conversa com ela durante breves instantes. A mulher entra dentro da piscina. Outra mulher, não tão interessante como a primeira, chega também para ter a sua aula, não beija o instrutor de natação e este não lhe dá uma palmada gentil nas costas nem conversa com ela durante breves instantes e ela entra simplesmente na piscina.
Apontamentos numa piscina e outros em outros sítios (em fascículos)
II
O Porteiro
Quando v. chegou para trabalhar deram-lhe uma mesa vazia e disseram-lhe: Esta é a tua mesa. A mesa tinha um dos lados encostado a uma coluna da sala e ficava de frente para a porta, de modo que quando alguém entrava a primeira cara que via era a de v., que por sua vez via todas as caras que entravam. As pessoas começaram a chamar-lhe Porteiro, não tanto por acharem que v. era Porteiro mas porque, não sabendo o que v. fazia, pela sua posição geográfica na sala era fácil identificá-lo dessa forma. Aliás, as pessoas nem sabiam que v. se chamava v., diziam apenas: o Porteiro isto, o Porteiro aquilo. v. não sabia nada disto, mas fosse porque suspeitasse e como tal se sentisse na necessidade de explicar a sua posição ou por natural narcisismo, v. passava o tempo a dizer: eu isto, eu aquilo. Um dia, quando toda a gente já tinha esquecido o assunto pediu que lhe mudassem de lugar, no que foi satisfeito pelo chefe. As pessoas ainda não sabem o que v. faz, e agora quando querem falar dele dizem: o ex-Porteiro isto o ex-Porteiro aquilo. Por vezes também dizem o senhor-eu isto o senhor-eu aquilo. Depois com o tempo as pessoas esqueceram-se do assunto. As coisas acontecem assim sem muitas explicações.
Segunda-Feira, 25 Fevereiro 2008
Apontamentos numa piscina e outros em outros sítios (em fascículos)
IV

Uma manhã um homem sem cabeça acordou sem pernas e ficou confuso, mas como não tinha cabeça não soube o que pensar. Outra manhã um homem sem braços acordou sem cabeça, sem ter o que pensar levantou-se. Uma outra manhã ainda um homem acordou sem nada, e por isso voltou a adormecer sem pensar muito no que aconteceu.
Sexta-Feira, 22 Fevereiro 2008
 
o roxo é uma mulher sentada a ler
de cabelos brilhantes e de lábios finos
e que ganha o prémio para a cor mais elegante do dia
e que lê romances finos de cordel   quero pensar
Sexta-Feira, 30 Novembro 2007
como se estivesses aqui
O frio nestes dias voltou
sim o miúdo anda agasalhado
e o gorro quase não lhe serve   cresceu

Ele pensa em ti   diz que há uma pessoa especial que não está aqui
mas que ele está e eu também

Sim o frio voltou
o miúdo anda agasalhado
não te preocupes
Quinta-Feira, 8 Novembro 2007
E você, já encontrou a sua mulher interior?

Helena Christensen

devia haver assim vestidos para todos os olhos
imagem obtida em edeuscriouamulher.blogspot.com
#jmmtc# [10:22]     -->...
Quinta-Feira, 20 Setembro 2007
E você, já encontrou a sua mulher interior?

Michelle Pfeiffer

imagem obtida em edeuscriouamulher.blogspot.com
#jmmtc# [09:15]     -->...
Sexta-Feira, 7 Setembro 2007
7/9/1990
Ronda um silêncio pelos jardins,
Os namorados olham-se com ardor
E seguem pelas ruas desertas
Sós, desesperados,
De mãos abertas pelo amor.

Sentam-se no último banco,
O vento acaricia-lhes as faces
E eles seguem o caminho do vento
No andar das flores,
Respirando um novo alento.

Ronda um silêncio pelos jardins,
Os namorados olham-se uma última vez
Com ardor,
E vão por uma nova estrada
Respirando um novo amor.

(7 Setembro, 1990)

Quarta-Feira, 17 Janeiro 2007
 
Ele cortou as suas mãos e deitou-as fora
Ninguém sabe como o conseguiu.
Ele agora vive sem mãos,
Ninguém sabe o que fará a seguir.
Domingo, 31 Dezembro 2006
depois do outono
depois do outono
não existem caminhos
apenas um estar de pé ou dobrado sobre a terra
um estar-só sem vento

memórias não pedem mais que chuva
como folhas que caem
e nunca ninguém sabe os teus olhos
ou o nascer do sol

o cérebro
é uma cadeira com tempo para estar
(em uma qualquer loja de antiguidades)

a vida é estranha
há montanhas azuis de esperanças sem nexo
de passado   de corações vazios
e precisamos ainda de olhar o vento   olhar
as árvores e ver nada

como diante de uma lareira acesa
as mãos são apenas sem lugar   um frio
que não temos para ninguém
tocar

Quarta-Feira, 13 Dezembro 2006
 
o outono, sendo uma mulher (de mãos
cinzentas) é uma estação verde
de cabelos demorados de pedras que crescem
do céu
a lua  as folhas  os pés
um campo de sombras  de ombros
onde o mar descansa depois
da noite
Terça-Feira, 28 Novembro 2006
 
pessoas sentam-se
e angústias fazem andar comboios
não há nada como o frio
nada como uma mulher encostada
a uma terça-feira
para derreter palavras azuis
com argumentos sem fim

pessoas sentam-se e dormem
e fazem andar comboios
com angústias de vidro
nada como o frio a descer de pedras
para os ossos
nada como uma mulher
com os olhos encostados ao silêncio

pessoas sentam-se em comboios
que dormem   e fazem andar angústias sem fim
nada como ter os olhos presos
e os pés serem pedras que crescem
e uma mulher encostada a uma terça-feira

Quarta-Feira, 25 Outubro 2006
 
Que haja dias assim não duvido
de cara lavada
que façamos parte dele é uma outra história
Sexta-Feira, 13 Outubro 2006
«Procuro a tua sombra...»
Procuro a tua sombra
onde os teus passos se assomam
mas a luz não se detêm
e tu não vens.


(2004)

22072008(004).jpg30062008.jpg26042008(003).jpg26042008(004).jpg28042008(001).jpg24042008(008).jpgImg064.jpgImg057.jpgImg056.jpgImg051.jpgImg052.jpgImg048.jpgImg046.jpgImg003.jpgImg002.jpgImg022.jpgImg008.jpgImg007.jpgImg017.jpgImg005.jpgImg037.jpgImg041.jpgImg003.jpgImg061.jpg
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autor: jt carvalho