O problema é dos computadores!
Lê-se no Público (não coloco link porque não me apetece!) acerca das listagens com registos telefónicos :
"Quando pedíamos informação sobre um número, ele gerava dados sobre o cliente. Nunca havia problemas porque os tribunais nos pediam os registos em papel. Neste processo, foi a primeira vez que um juiz exigiu os registos informáticos, o que levou a que fossem disponibilizados outros números do mesmo cliente”, disse ao PÚBLICO um porta-voz da PT. Daí o facto de terem sido enviados os registos telefónicos efectuados por outros números igualmente pagos pelo Estado."
É puramente um problema informático! Estamos todos mais descansados, nada que uns cursos financiados de programação e sistemas não resolvam!... Mas só uma perguntinha..., quando o pedido feito solicitava suporte em papel qual o destino das folhas com os outros números do mesmo cliente - sim esses que eram para esconder? Ah! ok, já percebi, deve haver um tótó qualquer na PT que passa o dia a copiar para papel apenas e só a informação relevante, e outro idiota (se calhar o mesmo!), responsável por eliminar a informação irrelevante que o primeiro não deve transcrever.
Valha-nos santa ingenuidade!
Poesia de gancho, poesia lixada
De repente, não chove
e dói-me a alma do lado esquerdo
porque sou torto, sou canhoto,
sou cada vez menos possível
e porque quando não chove passa por ti
e porque quando sou canhoto, quando sou menos,
quando tento ser possível, também passa por ti
E parece outono em junho, e nem maio acabou
é um reboliço, uma cantarolada, uma reviravolta
sem sentido dos sentidos todos surdos,
todos prontos ou prestes e sempre irritantes
a roçar por ti, sabes, pelo que tens de melhor
Então fico púdico: é quando sou ordinário
para esconder o resto por arrasto
e não sei se sei, nem sequer sei se sou
mas dou-te a mão às vezes como um soco às vezes
como um sino, não sei se soa, sei que é pouco sábio
sei que hoje ainda aqui estou e nada puxo
para não cair.
E a chuva é de gancho a chuva é lixada
a chuva há-de vir
Manuel Cintra, não sei nunca por onde, pág.34, edições quasi, 2004