depois do outono
não existem caminhos
apenas um estar de pé ou dobrado sobre a terra
um estar-só sem vento
memórias não pedem mais que chuva
como folhas que caem
e nunca ninguém sabe os teus olhos
ou o nascer do sol
o cérebro
é uma cadeira com tempo para estar
(em uma qualquer loja de antiguidades)
a vida é estranha
há montanhas azuis de esperanças sem nexo
de passado de corações vazios
e precisamos ainda de olhar o vento olhar
as árvores e ver nada
como diante de uma lareira acesa
as mãos são apenas sem lugar um frio
que não temos para ninguém
tocar