Ouvi um boato por aí - às tantas foi um sonho bom que tive esta noite! - que o governo se prepara para realizar um exame/prova/teste de cruzes etc. etc., a todos os funcionários públicos absentistas. Se aprovarem no teste têm o seu trabalho/emprego garantido por mais um ano (pelo menos). Fará parte do chamado
Estatuto do Funcionário, e diz-se que será aplicado a todos os níveis da administração, inclusivé, no parlamento, governo e presidência da república. Só que nestes casos, os exames serão com consulta, tendo em conta serem orgãos de soberania.
Os sindicatos, e o bloco de esquerda, já mandaram dizer que não concordam com este regime de excepção para os órgãos de soberania, mas que globalmente estão a favor. Os patrões concordam, mas querem ser eles a definir o conteúdo dos testes, e estão contra que este seja definido pela turma do "Sabe mais do que um miúdo de 10 anos!".
Questionado sobre o assunto, o 1º ministro
mandou recado a dizer que ele está disposto a realizar o teste todos os anos, desde que este seja feito em inglês técnico num dos novos portáteis de 150€. O chamado líder da oposição discorda desta posição do 1º ministro e acusa-o de corrupção e aproveitamento de bens públicos. Só concordará se este, na realização do teste, for acompanhado pelo claque dos diabos vermelhos ficando estes encarregues de levar o portátil com as respostas do 1º ministro até ao gabinete do procurador geral da república para serem ouvidas, digo, lidas.
A ministra da educação não disse nada porque estava a dormir. O Benfica ganhou ontem. O Sporting tá forte. Foi um boato que ouvi.