é um tempo fechado
o insurgente rebelde revoltado revoltoso insubmisso insurrecto sublevado amotinado (pouco muito pouco)

e u m t e m p o f e c h a d o [arroba] insurgente[ponto]net
Julho, 2007


Domingo, 8 Julho 2007
She's The One
As coisas que nos lembramos depois de outras coisas... Não é com certeza la memme femme nem o mesmo universo, até talvez será um muito mais próximo da vida real de cada um de nós, "irremediavelmente perdido", talvez...

With her killer graces
And her secret places
That no boy can fill
With her hands on her hips
Oh and that smile on her lips
Because she knows that it kills me
With her soft French cream
Standing in that doorway like a dream
I wish she'd just leave me alone
Because French cream won't soften
them boots
And French kisses will not break
the heart of stone
With her long hair falling
And her eyes that shine like a midnight sun
Oh she's the one
She's the one
...
...
Oh and just one kiss
She'd fill them long summer nights
With her tenderness
That secret pact you made
Back when her love could save you
From the bitterness
Oh she's the one
Oh she's the one
Oh she's the one
Oh she's the one

She's the one, by Bruce Springsteen, 1975
Born To Run (30th RM), 2005

#jmmtc# [10:54]     -->...
Sábado, 7 Julho 2007
catarina furtado live entrevista uns meninos num sofá e live de wembley um gajo tuga e gordo vem-se de excitação com a sorte que todos temos em poder viver este dia em live
O planeta vomita paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio paleio música paleio música paleio música paleio música paleio música paleio música paleio música paleio música catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado catarina paleio furtado vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita vomita e engole.
juro que vou esquecer (3)
Juro que vou esquecer (*) o cheiro a urina estagnada destas casas de banho de vergonha escorrendo miséria pelo chão que até temos medo de tocar com a ponta dos dedos o metal das torneiras. Juro que vou esquecer as vezes que ao entrar nesses cubículos nojentos, mordi os lábios de raiva e revolta pela corja de políticos que abundam há décadas nesses governos de merda e de chulos, a esses sim devia cair-lhes em cima um cancro diferente todos os dias, pena nenhuma teria, a esses sim cambada de tristes que nem vergonha têm de si próprios, um cancro diferente e democrático todos os dias, era ver se ainda seriam capazes de sorrir ao falar da saúde, de hospitais, de urgências, cambada de porcos!, um cancro em cima todos os dias, todos os dias diferente, corroendo-lhes democraticamente a miséria desumana que têm dentro, velhacos de merda.

(*) alguns dias depois de ler a crónica de António Lobo Antunes na Visão de 7 Junho de 2007

Domingo, 1 Julho 2007
mais 5% e isto começa a ficar sério!
#jmmtc# [11:55]     -->...
salvo-conduto hospitalar
Passo rápido, decidido, olhar em frente, óculos escuros, costas direitas, as mãos ocupadas com uma pasta ou papéis..., nunca usar um saco de plástico (só as visitas os usam e essas são as que têm se ser barradas). Resumindo, ter o ar mais "delegado de propaganda médica" possível, e ainda cumprimentar (sem parar!) o segurança e mais quem estiver ao lado, não revelar dúvidas para onde se vai nem onde está. É claro que nada disto adianta se vestir umas calças de ganga e t-shirt vulgar..., um fato e gravata ou saia casaso resolvem o assunto...
Tudo isto também serve se o objectivo for falar com o médico que acompanha o seu caso ou do seu familiar; plantar-se entre os corredores por onde eles passam e onde são sempre abordados para conhecerem a última esperança no combate ao cancro, e simultâneamente ofertados com a agenda electronica da moda.
Agora, se for o familiar mais directo de um qualquer doente e revelar o seu medo pelo dia que se avizinha enquanto caminha de cabeça baixa, aí não, aí vai ser barrado para colocar o seu automóvel no parque de estacionamento do hospital e todos os dias vai ter de andar às voltas para estacionar e pagar parquimetro, vai ser barrado se por acaso quiser entrar 1/2 hora mais cedo para visitar o seu doente, vai ouvir várias vezes "o que deseja?", "aqui não pode estar...", vai esperar para falar com o médico em causa, vai esperar, esperar por 10 minutos, os mesmos dez minutos que eles perdem com cada fatiota bem-posta que os aborda, tudo pela agenda da moda.