atitude
Não cumprimentar pessoas que não me interessam fora do contexto social e normal em que habitualmente as encontro, é algo que faço com extraordinária facilidade; consigo olhar para todos os lados menos para elas, mesmo passar ao lado e ainda assim não as ver; e se por acaso elas tomam a iniciativa de me falar consigo expressar o ar mais surpreso, satisfeito e inesperado deste mundo, como se aquela pessoa não estivesse ali de facto antes e eu não a tivesse topado há léguas, e tivesse por isso, elaborado um plano de fuga a uma conversa de circunstância de simpatia hipócrita e deslocada do seu contexto. É o que acontece quando se encontra o homem que nos atende ao almoço no restaurante habitual em um outro qualquer lugar. Julgo, nestes casos, que é a melhor atitude, a fuga, e fico fulo pela inépcia mental e fraca percepção que isto tem do outro lado.