Vamos ao Museu.
Não vi a entrevista ao director do museu em causa (e não consegui descobrir qualquer referência na net) a que se refere a
Terceira Noite, mas pela descrição e transcrição feita, começo a sentir o cheiro a bafio e a mofo pelo
museu de arte antiga adentro.
Mas essa ideia de escala menor a que nos submetem o país e a nós próprios como cidadãos, os responsáveis com poder nas mais diversas coisas, como neste caso, é de facto um sintoma ou parte daquilo a que José Gil no seu livro "Portugal, Hoje - O Medo de Existir" refere como sendo a ausência do "Espaço Público" em Portugal. Alhear as pessoas, o grande público dos museus pelo medo da perda de uma qualquer contemplação mais ou menos académica. Pergunto-me se será intencional ou só pequenês mental e ignorância inversamente proporcional à mesma escala a que submetem este nosso país!?
Dentro do mesmo âmbito compreende-se esta
notícia repescada
nos últimos dias: ensino nas escolas do ensino básico não de educação-sexual, nem literatura, nem poesia, nem de música-a-sério, nem mesmo pintura, arte, tão pouco física ou quimica nem sequer biologia, nem imagine-se informática ou algo relacionado com a internet e afins etc. etc. mas sim
Publicidade! Sim é uma ideia já lançada no Reino Unido e até na Finlândia, mas lá eles têm muita gente e alunos a ir, a ver, e a estudar nos museus.
Agora digam-me se temos responsáveis sérios?