O vermelho é um vestido preto
e uma mulher de saltos altos cheia de si
aproxima-se
um homem tem os dedos presos no asfalto
dá a volta à cabeça e tem lírios brancos
suspensos nos olhos
uma mulher retira-se como nunca a chuva veio tarde
há o fim da tarde
e o sol não tarda aí para morrer