é um tempo fechado
o insurgente rebelde revoltado revoltoso insubmisso insurrecto sublevado amotinado (pouco muito pouco)

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Domingo, 20 Julho 2008
faço-me à estrada
Sobre isto que o Abrupto escreve, a pergunta que se deve fazer: quando é que os autarcas do oeste não exigem a completa renovação/reformulação da linha do oeste (pdf 5.5Mb) para que esta se torne um eixo de transporte urbano e de mercadorias com ligações rápidas a Lisboa, ao norte e até à linha do norte?

Pelo horário acima pode-se ver que alguém que resida em Malveira/Venda do Pinheiro ou Mafra e trabalhe em Lisboa - e pelo trânsito habitual na auto-estrada A8 não são tão poucas pessoas como isso, para chegar a Lisboa a horas de iniciar o trabalho (9h) apenas tem 2 hipótese para chegar ao limite da cidade (sete-rios): ou chega às 7:56 ou à 8:50; mais, na 2ª hipótese o comboio nem sequer pára em Mafra gare (capital de concelho); mais, para quem não conhece diga-se que a estação de Mafra fica fora de Mafra; diga-se ainda que tais horários colidem completamente com os horários sociais e escolares - como é que alguém residindo em Mafra com filhos na escola, mesmo querendo, pode usar esta via para se deslocar para Lisboa se o único comboio diário que existe é às 6:51 da manhã, e mesmo assim é obrigado a mudar de comboio para outra linha; um trajecto que duraria muito menos de 1/2 hora se feito num comboio rápido, moderno e electrificado até ao centro da cidade, dura quase 1 hora, obriga a mudanças de comboio e é impossibilitado por ser irrealista socialmente: a que horas tem de acordar alguém nesta condições? e onde deixa os filhos, se a escola só abre às 9 da manhã - com sorte, às 8 se existir um ATL de suporte.
Para não falar nos horários ao fim do dia onde as condições, restrições e impossibilidades são exactamente as mesmas ou piores!.

Mais uma vez vamos pelo caminho errado, a desbaratar dinheiros públicos, e a tomar as opções incorrectas!
Por isto a única atitude a ter quando vejo e ouço todos esses políticos da treta, comentadores e jornaleiros pseudo-especialistas, capitalistas engravatados muito responsáveis e inovadores, dirigentes de movimentos acreditar-inovar-portugal-ou-sei-lá-que-merda-de-nome-têm, a atirarem para o ar para ver se pega as 65h de trabalho semanais, é rir.

Rio-me, e todos os dias, como milhares de portugueses, pego no meu automóvel e faço-me à estrada.

#jmmtc # [12:14]  
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